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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Testando o ambiente pré-produção do eSocial

Quando o governo fez o anúncio em 01/08: “O ambiente de testes do eSocial está liberado para todas as empresas”, não imaginou a quantidade de dados cadastrais divergentes que existiriam nas bases de dados das empresas.
Sabemos que o eSocial não possui um programa validador (PVA), mas possui validações, que não são poucas, e só serão apresentadas aos usuários em forma de ERRO no retorno quando os eventos forem enviados e solicitado o recibo de entrega.

O que estou querendo dizer é que você não tem e nem terá acesso ao eSocial através de um link, programa ou aplicativo, nem hoje e nem ano que vem. Resumindo: para os escritórios contábeis que farão a integração com o eSocial, a única forma de enviar os dados para o eSocial é através do seu sistema de folha de pagamento.

A transmissão de dados ao eSocial só funcionará dessa forma: 
1º) O sistema de folha de pagamento envia os eventos em lotes ao ambiente do eSocial (que está nas nuvens);
2º) O ambiente do eSocial devolve o protocolo de envio;
3º) O sistema de folha de pagamento solicita o número do recibo de entrega através do protocolo recebido;
4º) O ambiente do eSocial devolve o número do recibo de entrega (se processou com sucesso) ou devolve o ERRO que ocorreu no recebimento do evento. Esses erros remetem na maioria das vezes (97% dos casos) em falta de dados cadastrais ou divergências nos mesmos. Atualmente são mais de 500 erros catalogados.

A SCI Sistemas Contábeis, por sua vez, oferece para seus clientes um auditor dos dados do eSocial. Esse Auditor eSocial, além de outras vantagens, aplica as mesmas regras de validação do eSocial e apresenta os ERROS juntamente com AVISOS e INFORMATIVOS aos usuários do seu software de uma maneira mais simples e objetiva.

Ao rodar o Auditor eSocial nas bases dos clientes, temos em média 10.000 ERROS apresentados por escritório contábil (médio porte), ou seja, sem a resolução desses ERROS não será possível enviar os eventos e receber o recibo de entrega processado com SUCESSO do ambiente pré-produção do eSocial.

Não bastando isso, o ambiente pré-produção do eSocial ainda esse ano vai passar por mudanças de layout’s. Atualmente o ambiente se encontra na versão 2.2.02. Em 01/10/2017 estará disponível o layout 2.3 e ainda em 2017 deve ser disponibilizado o layout 2.4 que contempla as mudanças da reforma trabalhista.

O que estamos orientando à todos os nossos clientes serve na verdade para todas as empresas e escritórios contábeis do Brasil: foquem na validação cadastral. E aqui não falo somente da qualificação cadastral que compara nome, NIS, CPF e data de nascimento, pois essa já deveria ter sido feita, e se não foi também faz parte de toda essa gama de validações que o eSocial exige. Estou falando principalmente de campos que são OBRIGATÓRIOS no eSocial e que não possuem preenchimento no seu sistema de folha de pagamento. Além desses ERROS, em seguida ainda há comparação de campos, que nada mais é do que o cruzamento de informações que o governo deve intensificar com a chegada do eSocial.
Fazendo essas validações e ajustes nos dados apresentados no Auditor eSocial você já está testando o ambiente pré-produção do eSocial.

As tabelas iniciais que devem ter a sua atenção especial nesse primeiro momento são:
Empregador (matriz)
 - Filiais
 - Obras próprias
 - Rubricas
 - Tributação
 - Tomadores de serviço
 - Cargos
 - Horários
 - Processos judiciais
   *Colaboradores
   *Contribuintes
   *Dependentes
   *Estagiários
   *Autônomos

Não perca tempo, prepare-se porque o governo já está preparado!

*Jení Carla Fritzke Schülter - Graduada em administração com ênfase em recursos humanos, é especialista em eSocial. Participante do grupo de trabalho eSocial da Fenacon desde 2014 e do grupo das empresas piloto do eSocial desde 2016. Atua como analista de negócios na área contábil e consultora de folha de pagamento da SCI Sistemas Contábeis. Articulista do Contabilidade na TV desde 2016.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Imposto de Renda Pessoa Física – Dicas para facilitar a entrega


O Imposto de Renda Pessoa Física é uma declaração que possui várias regras que devem ser respeitadas para garantir o seu correto envio.

A Receita Federal atualmente fornece três forma de elaboração desta declaração, que pode ser por meio de um computador, por meio de aplicativos móveis, como smartfones e tablets, ou pelo portal do e-CAC com o uso de certificado digital.

O contador é o profissional mais capacitado para o envio desta declaração, por isso é sempre aconselhável procurar um bom contador para enviar a sua declaração, assim é possível evitar perda de dinheiro por erros no envio.

Para o envio é necessário principalmente, ter o Comprovante de Rendimentos que é um documento gerado após a entrega da DIRF das empresas.

A declaração do Imposto de Renda Pessoa Física tem duas formas de tributação, a simplificada que gera um desconto simplificado, e a completa que permite descontos por deduções legais.

Para quem convive com um companheiro a mais de 5 anos, vive em união estável ou é oficialmente casado, é possível fazer a declaração em conjunto, mas atenção pois nestes casos os rendimentos e deduções do conjugue devem ser apresentados.

Para quem faz a declaração completa é importante informar os valores pagos com planos de saúde, e em caso de possuir dependente, podem ser incluídos os valores pagos para este dependente, mas da mesma forma do cônjuge, devem ser informados os valores de rendimentos, bens, dívidas e despesas deste dependente.

É importante frisar que um dos erros mais comuns das pessoas é justamente informarem valores de deduções, principalmente as médicas, que não pertencem ao declarante, e isso é um dos maiores motivos que faz as declarações caírem na malha fina.

Outros pontos importantes a serem observados para não cair na malha fina são, não omitir rendimentos do titular e dependentes, informar na declaração o mesmo valor que foi informado como rendimento na DIRF, e não fazer deduções indevidas de previdência privada ou oficial, pensões alimentícias e outras.

A entrega do Imposto de Renda iniciou no dia 2 de março e vai até o dia 28 de Abril.

É importante não perder muito tempo, e fazer a declaração o quanto antes, pois nos casos de restituições de imposto de renda, as declarações enviadas sem erros, omissões ou inconsistências logo no início do período de entrega, consequentemente recebem antes as suas restituições.

*Carla Lidiane Müller - Bacharel em Ciências Contábeis, cursando MBA em Direito Tributário. Trabalha na SCI Sistemas Contábeis como Analista de Negócios e é articulista do Blog Contabilidade na TV desde 2016.

Fonte: Contabilidade na TV

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Grande parte dos erros na entrega dos Speds se dão pela falta de padronização

03/10 - Magda Battiston e Elizete Schazmann para o Blog Contabilidade na TV

Segurança das informações para o mundo contábil pode estar no uso do código de barras
Um dos sinônimos dos tempos contemporâneos, o código de barras, faz parte da rotina de quem compra e vende em grandes lojas das metrópoles ou em pequenos mercados de cidades do interior. O código que veio para facilitar a vida dos empreendedores é utilizado na identificação de produtos e suas embalagens logísticas, porém há mais possibilidades entre as tradicionais barras pretas do que crê a maioria de nós.

Outra função importante do código, para a qual muitos administradores ainda não atentaram, é na administração de estoques e na geração de dados contábeis, além disso, existem inúmeras possibilidades para o futuro, como afirma o conselheiro do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo, Mariano Amádio. Ao imaginar o que poderíamos criar para facilitar as informações de gestão e contabilidade, ele cita algumas ideias, como o código de barras indo direto para o sistema de ERP da empresa e abrindo uma série de possibilidades de leitura de dados que podem facilitar os lançamentos contábeis via integração de sistemas. “A leitura pode direcionar dados da mercadoria para um arquivo de receita, despesa, contas a pagar e mais alternativas, o que facilita o processo e vai ao sentido da desburocratização”, acrescenta Amádio.

O conselheiro também lembrou que, como hoje não existe obrigatoriedade na geração de dados através do código de barras o empresário só vai aderir à uma padronização se o estoque estiver necessitando de um melhor controle de administrativo. “Atualmente, para que esta atualização aconteça é preciso que o empresário esteja disposto a investir em tecnologia”.

O contador e diretor da M/Legate Soluções Empresariais, João Carlos Castilho Garcia, concorda que o principal uso do sistema de código de barras nas empresas para agilizar o processo contábil está na gestão de estoques. “Trata-se de um grande item para as empresas industriais e comerciais e sempre um grande problema para os escritórios contábeis.”

Ele acrescenta que, no estoque que trabalha com a gestão do código de barras a confiabilidade dos dados é muito maior e a agilidade nas informações para os escritórios contábeis ou para o setor de contabilidade que utiliza essas informações, é muito grande. “Isso tudo tem muito a evoluir e o prestador de serviços contábeis tem que acompanhar tal evolução.”


Caminho sem volta

Outro ponto importante levantado pelo Vice-presidentre de Administração e Finanças do CRCSP, Gildo Freire de Araújo, é que hoje a integração de dados é salutar e importante. “Tudo o que se possa utilizar com segurança para a transmissão de dados é um avanço, e o código de barras pode gerar a importação de dados de um documento sem um processo manual, com maior segurança e agilidade.”

Ele lembra que o sistema do fisco tanto nas esferas municipais, estaduais quanto federal, se utilizam muito de processos eletrônicos, e, é fundamental que o contador e as empresas tenham formas de acompanhar e atender tais demandas. Gildo acrescenta que o sistema de obrigações acessórias é de tal volume e tão repetitivo que, depender de qualquer processo manual gera dificuldade tanto no volume de trabalho quanto na questão da segurança na informação.

Para Gildo, neste contexto, uma padronização é importante para obter mais informações que cheguem de forma segura aos contadores. “Pelo nível de processamento que a Fazenda usa hoje e pelo grau de informação que exige dos empreendedores, ter um modelo de segurança como esse vai ser cada vez mais cobrado pelas Secretarias da Fazenda. É um caminho que não tem volta e que vai ser útil para todo e qualquer segmento” conclui.


O código de barras no setor público

A assessora de soluções de negócios da GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação), Karina Rocha, afirma que atualmente a utilização do código de barras padrão (GTIN / EAN-13) é voluntária e algumas empresas a realizam por exigência de mercado. Ela sugere que, uma vez detectada tal necessidade, qualquer setor ou categoria profissional que perceba o valor da identificação padronizada pode sugerir sua adesão junto aos órgãos competentes, já que qualquer obrigatoriedade neste sentido pode vir somente por parte do Governo.

Karina lembra ainda que o uso do código de barras padrão pode oferecer soluções não apenas para a iniciativa privada, mas para o setor público e que a adesão pode facilitar a sua administração. Ela dá o exemplo de prefeituras e municípios que são verdadeiros “compradores”, uma vez que há uma variedade e quantidade muito grande de materiais, que vão desde um alimento que será servido na merenda escolar até um computador, passando por medicamentos e materiais cirúrgicos que chegam até hospitais públicos. “Tudo precisa ser cadastrado partindo de fornecedores que usam padrões diferentes de identificação nos seus produtos. Uma padronização das identificações organizaria e tornaria mais ágil este trabalho, reduzindo os custos, melhorando processos administrativos e operacionais", analisa.

“Outra vantagem seria o melhor controle de estoque evitando a falta de produtos que, muitas vezes, obriga o órgão público a realizar compras de urgência,  de fornecedores que estão fora da licitação e cujo valor das mercadorias não estão negociadas, ou seja, com preço muito superior, gerando uma despesa que não estava planejada.”


Erros na entrega do Sped estão diretamente ligados a falta de padronização

Os números estão aí, 95% dos Speds estão sendo entregues errados. Os problemas começam na cultura passam pela dificuldade de integração destas informações, mas um ítem muito importante é com relação a falta de padronização dos códigos de produtos.

Elinton Marçal, diretor de tecnologia e marketing da SCI Sistemas Contábeis, é pragmático: “Se houvesse padronização dos códigos de produtos, teríamos um índice não de 95% de entregas de Speds errados, isso provávelmente cairia para 45% ou 50%. Não resolve todo o problema do Sped, mas solucionaria um percentual altíssimo”.

Para ele a padronização da numeração do produto - GTIN, mais conhecido como código de barras do produto ou EAN,  deveria ser obrigatória em território nacional, inclusive para hortifrutigranjeiros, carnes, frios e para os produtos importados, e, produtos novos deveriam ser catalogados antes do lançamento. “Isso iria facilitar bastande a qualidade da entrega dos Speds”, diz Marçal que justifica que o grande problema hoje é a falta de conexão dos produtos.

Mas Elinton elenca que além da obrigatoriedade do código de barras nos produtos é fundamental a exigência das notas fiscais eletrônicas, para ele ambos são indispensáveis para diminuir os erros na entrega do Sped qualificado. “É comum vermos o mesmo produto com 10 cadastros, pois não há obrigatoriedade de padronização por código de barras, aí pronto, furou o Sped”, conclui.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

DEZ MANDAMENTOS PARA ESCOLHER UM SISTEMA DE CONTABILIDADE


Eu costumo dizer que escolher um sistema para informatizar uma empresa, seja na área contábil ou gestão em geral, é uma missão difícil. São várias as situações que devem ser analisadas, pois depois da escolha feita é como se fosse um casamento e lógico que temos que nos esmerar no sucesso da relação, afinal queremos que seja duradouro, do contrário o que era para ser um investimento passará a ser um grande custo.

1.TEMPO PARA CONHECER

O primeiro fator para fazer a escolha certa de um sistema de contabilidade é a disponibilidade de tempo, pois serão necessárias muitas horas e dias para conhecer o máximo de sistemas possíveis existentes no mercado. Somente no Brasil, eu tenho catalogado aproximadamente 120 sistemas de contabilidade, sendo que 95% destas empresas são apenas regionais sem a mínima possibilidade de se aventurarem num mercado nacional, portanto, se a realidade de sua empresa contábil exige a legislação de diversos estados brasileiros ou municípios, os sistemas regionais estão fora da disputa. Na escolha do novo sistema todos envolvidos no processo deverão participar, diretoria, lideres e se possível os principais usuários, pois eles deverão conhecer e comparar cada sistema concorrente e desta forma diminuiremos a rejeição de usuários na implantação.

2.TECNOLOGIA E INTUITIVIDADE

A tecnologia é outro item importante para sua decisão, mas toda cautela é pouca porque ter um sistema com tecnologia de última geração não é garantia de um bom programa para sua empresa, afinal ele pode ser mal elaborado, dificultando o aprendizado do usuário por não ser lógico e intuitivo. A intuitividade é muito importante, pois um sistema complexo causa gastos incalculáveis devido a grande demora na implantação e treinamento. É muito grave um sistema ser difícil de usar, pois além de dificultar a qualificação de mão de obra do cliente, também afeta os profissionais de implantação da empresa desenvolvedora. Além disso,  temos que saber que esta situação é para sempre, para todo novo colaborador de ambas as empresas. Não é difícil encontra contadores se queixando do trauma de implantação de sistemas complexos. Sistema complexo existe porque muitos são feitos por quem não entende do assunto e também pela falta de especialização no negócio.
É muito importante observar ainda se a tecnologia utilizada no desenvolvimento do sistema continua no mercado, pois existem muitas linguagens e bancos de dados descontinuados e consequentemente o sistema sofrerá com este problema.

3.BANCO DE DADOS

Cuidado, o fato do banco de dados ser relacional não garante nada, nem segurança, desempenho ou estabilidade do sistema, é apenas uma tendência boa. Existe banco de dados proprietário ou terceirizado, pago ou gratuito, tabelas ou relacional. Tem empresa de software que produz seu próprio banco de dados, chamado de proprietário, isso para mim é fora de cogitação porque vai contra a especialização de negócio, acredito que temos que trabalhar com banco de dados terceirizado.
Entre o banco pago ou gratuito é uma questão de necessidade e disponibilidade financeira, mas acredito que para empresas contábeis o banco de dados gratuito é a melhor opção, pois pagar por terminais é um custo desnecessário para este segmento. Temos ótimas opções de bancos gratuitos e poderosos como o Firebirb, MySQL e PostgreSQL. Fique alerta com os bancos de dados pagos que oferecem opções gratuitas, é uma pegadinha, pois eles possuem limites de dados pouco espaçosos e após atingir o limite a solução é migrar para versão paga, além disso, as versões básicas pagas são inferiores tecnologicamente as gratuitas.

4.OBSERVE OS RECURSOS DO SISTEMA

Tão importante quanto a tecnologia são os recursos dos sistemas, os quais considero fundamentais, pois são eles que darão produtividade para sua empresa. De nada adianta ter um sistema de última geração que não é prático, e mesmo vale para o banco de dados, já vi muito sistema escrito em banco de dados consagrado lento e mal elaborado.

5.OUÇA REFERÊNCIAS COM CAUTELA

Ouvir a opinião de clientes do novo sistema também é importante, mas cuidado, pois existem empresas que oferecem benefícios como comissões, patrocínios, viagens, enfim; para que seus clientes digam referências positivas; desta forma você terá informações distorcidas e pode investir em uma cilada. A melhor dica é você conhecer profundamente os sistemas, pois as empresas são diferentes, podem ser mais ou menos exigentes, podem ter mais ou menos necessidades, por isso muitas vezes, o que serve para seu colega pode não servir pra você, ou seja, faça sua escolha baseado nas suas necessidades.

6.O BARATO PODE CUSTAR CARO

Para trocar de sistema é importante que a nova empresa ofereça grandes vantagens, e entre elas eu não aconselho a troca por preço, pois neste momento você certamente estará cometendo o maior erro de todos. De ênfase para a empresa que contemple um bom sistema e atendimento qualificado, logicamente o preço não pode ser tão desproporcional.

7.INVISTA EM IMPLANTAÇÃO COM TREINAMENTO

A implantação tem que ser planejada para ser bem sucedida, mas este processo é o mais caro, pois exige tanto da empresa contratante como da contratada. Aconselho um investimento em boas horas de treinamento, algo próximo de 50 horas para implantação do trio principal, contábil, folha e fiscal, em uma empresa com 12 terminais. Estes números podem aumentar ou diminuir conforme o comprometimento e conhecimento da equipe a ser treinada.
A pratica de não cobrar o treinamento deve ser vista com cautela, é um ato muito suspeito, pois tira o compromisso do fornecedor. Concertar o estrago da falta de capacitação de sua equipe na utilização da sua principal ferramenta de trabalho será muito mais oneroso, além de gerar atrasos e insatisfação dos seus clientes.

8.A VERDADE E O QUE VOCÊ QUER OUVIR

Cuidado com frases como: “O meu sistema não dá pau” e “ele é o melhor do mercado”. Quem disse isso e qual a sua motivação? Por que estão vendendo esta ideia? Se questione para não fazer parte da massa seguidora de moda, afinal suas escolhas afetam sua equipe e podem acabar com sua empresa ou fazê-la prosperar.
Grupos de empresas contábeis ou de empresários influentes também podem ser corrompidos, ou mesmo possuir um ego exacerbado com a necessidade de afirmar que as suas escolhas são sempre as melhores.
Os sistemas são vivos, estão sempre em construção, por isso não existe sistema sem erro, quem diz o contrário está mentindo. O que é importante observar é se a empresa de sistema é transparente nos ajustes, se oferece um atendimento que solucione as insatisfações, se está preocupada com as necessidades de seus clientes. Isso porque a postura que você deve buscar da empresa de sistemas é de parceira e não apenas mais um fornecedor. E lembre-se que o respeito deve ser mútuo, assim sua empresa será sempre bem atendida, pois ninguém gosta de atender pessoas chatas, arrogantes e furiosas.

9.FOQUE NA SUA NECESSIDADE

A empresa contábil deve ter um sistema contábil, fiscal e de folha no qual confie plenamente, ferramentas secundárias não devem motivar a troca de sistema, pois podem ser integradas e incorporadas; portanto ao ver uma demonstração conheça profundamente as ferramentas que necessita e depois invista seu tempo conhecendo as ferramentas secundárias.

10.SISTEMAS GENÉRICOS OU ESPECIALISTAS

A especialização é um dos principais itens para a escolha do novo software. Há 10 anos não tínhamos muitas opções no mercado, então os empresários eram obrigados a usar sistemas que nada tinham haver com seu ramo de atividade tendo que se adaptar as ferramentas. Hoje a realidade é bem diferente, os sistemas especialistas estão ganhando o mercado e os sistemas genéricos terão muitas dificuldades para manter a sua clientela.
Dificilmente um sistema genérico vai ser melhor que um sistema especialista, por isso também não acredito na fabula das empresas que desenvolvem sistemas contábeis oferecerem soluções de gestão empresarial para os clientes das empresas de contabilidade. A falsa vantagem da integração cai por terra em função da falta de especialização. Jamais um sistema de gestão empresarial vai ser bom para tantos mercados diferenciados como são os seus clientes: farmácias, escolas, mecânicas, lojas, condomínios, mercados, clinicas médicas, transportadoras, confecções, veterinárias, tinturarias, imobiliárias, postos de gasolina, serviços, enfim.

Verifique se o sistema que você vai escolher oferece integração com os sistemas de gestão utilizados pelos seus clientes, afinal é disso que você precisa, do contrário, se tornará um vendedor para seu fornecedor de software. Só complementando, com a implantação da nota fiscal eletrônica e sped fiscal as integrações ficaram mais fáceis, padronizadas em todo País, e desta forma podemos integrar com qualquer sistema de gestão, isso é fato e já acontece.

Outro item importante da especialização é a questão da diversificação no desenvolvimento, a vontade do empreendedor de enriquecer abraçando outras áreas, também deve ser analisada com cautela, é importante que o fornecedor de sistemas esteja focado em tecnologias contábeis, pois quem desenvolve muitos tipos de sistemas acaba não sendo especialista e consequentemente deixará a desejar nos recursos e atendimento, até porque provavelmente que ele usará a mesma equipe.

Vale lembrar que você não deve ter preconceito, dando oportunidade para todas as empresas, só assim fará uma escolha estudada, baseada no conhecimento, na comparação e na solução das suas necessidades. Com certeza existem mais itens que devem ser observados, mas estes são os que considero fundamentais.

* Elinton Marçal é diretor de tecnologia e marketing da SCI Sistemas Contábeis. www.sci10.com.br e www.sousci.com.br
Fonte: www.contabilidadenatv.com.br

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Treinamento, o caminho do sucesso para as empresas contábeis!


As empresas contábeis estão sofrendo nos últimos anos uma metamorfose em seus negócios, trata-se de uma avalanche de mudanças na legislação somadas aos novos programas de governo nas 3 (três) esferas,  e ainda temos a falta de mão de obra qualificada que acaba causando um troca-troca de pessoal. Estes são apenas alguns dos desafios, pois os serviços do dia a dia continuam e os clientes não querem nem saber dos problemas, então o que fazer?
Logicamente que a solução para os departamentos contábeis não são tão simples como receitar somente treinamentos, mas acredito que ajuda e muito. Infelizmente vejo uma minoria preocupada em investir na qualificação de seu pessoal, tanto é verdade que não é difícil vermos cursos na área contábil sendo cancelados por falta de inscrições, sendo que estamos em meio de um furacão, realmente um absurdo.

As empresas contábeis precisam levar a questão do conhecimento a sério, pois a mão de obra está escassa e o que tem está muito mal qualificada. O mercado expandiu e o profissional contábil deve ter um perfil digital e aí que está a dificuldade, pois conhecimento em informática é extremamente técnico e complexo.

As empresas contábeis que querem se dar bem no mercado nos próximos anos precisam de profissionais contábeis altamente informados e aptos nas áreas de rh, fiscal e contábil; e, com um mínimo de esperteza em tecnologia, porém, ainda assim necessitarão de departamento interno de TI.

Já que o Governo não vai resolver esta parada mesmo, o empresário da contabilidade terá que valorizar muito os seus serviços, pois precisará investir maciçamente para se defender da desgovernança tecnológica e tributária impostas pelos Governos federal, estadual e municipal.

Vamos investir em tecnologia e conhecimento e boa sorte para todos nós!

* por Elinton Marçal, diretor de tecnologia e marketing da SCI - www.sci10.com.br

Artigo publicado no Jornal do Comercio de RS, no Portal Contábil, no Contabilidade na TV e em dezenas de sites e blog.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O dia do Contabilista, a seleção natural!


Hoje é o Dia do Contabilista e é importante usarmos a data para refletir sobre a carreira, o profissionalismo e o mercado contábil.

Em 2004 eram cerca de 360 mil profissionais contábeis entre contadores e técnicos em contabilidade, não haviam empresários individuais, apenas escritórios individuais, os quais somavam aproximadamente 47 mil, e existiam pouco mais de 21 mil organizações em sociedade. A estatística mostra que ao final de 2011 já são 490 mil contadores, sendo que as organizações se dividem em 4 mil empresários individuais, 45 mil escritórios individuais e 29 mil sociedades.

Isso mostra que de 2004 a 2011 o número de organizações contábeis subiu de 68 mil para 79 mil, sendo que observamos um grande aumento no número das sociedades formalizadas, são mais 8 mil em comparação com 2004, um aumento de 39% deste tipo de organização. Outro ponto importante é que se comparado ao número de profissionais podemos notar que em 2004, do total de profissionais 1,9% se tornavam empresários contábeis, enquanto que em 2011 este número caiu para 1,6%.

Tendo estes dados é preciso analizar: o que vem mudando? Seria esta uma tendência de mercado?

Pelo que o Contabilidade na TV vem acompanhando em notícias e em eventos, é preciso ficar atento, pois grandes mudanças como a questão do Sped acabou por fazer uma seleção natural entre os empresários contábeis. Os que viram as mudanças como oportunidades, investiram em conhecimento e informação; e o resultado está sendo o crescimenmto, inclusive estão incorporando outras empresas contábeis, ou, se associando, como comprova a tabela do CFC que aponta crescimento das sociedades em 39%. Contudo, o que vimos também são os empresários que estão perdendo a passada, estão freiando no momento de acelerar, aguardando por alguma facilitação, ou tem aqueles que resolveram sair da frente dos negócios para ser colaboradores em outras empresas.

Mas o recado é, a contabilidade vai continuar mudando! E o interessante é que nos eventos em que o Contabilidade na TV participa acabamos vendo sempre as mesmas pessoas e fica a dúvida: aonde estão os outros profissionais contábeis? Por que não estão se atualizando? 

Tanto faz se você é empresário contábil ou colaborador: prepare-se! Invista continuamente em conhecimento ou faça parte da exclusão natural do mercado!

Parabéns aos contabilistas pela passagem do seu dia!

Magda battiston
Contabilidade na TV - www.contabilidadenatv.com.br

quinta-feira, 8 de março de 2012

PGDAS-D e bloqueio de campos da NF-e! Semana péssima para os Contadores e contribuintes do Brasil!

Artigo de Elinton Marçal *
Na era da desgovernança tecnológica a classe contábil, as empresas de sistemas contábeis e contribuintes brasileiros estão amargando grandes prejuízos devido ao amadorismo dos sistemas criados pelo Governo.

Em plena época de apuração de impostos, pagamento de folha e Rais, o Governo entrou em campo novamente para atrapalhar:

Segunda-feira, dia 5 de março, é lançado o PGDAS-D, um programa web, sem integração com os sistemas dos contribuintes, extremamente lento e com erros na emissão do código de barras.

Será que a equipe que desenvolve estes sistemas para o Governo não sabe que as empresas contábeis e as empresas contribuintes já possuem os seus sistemas e que digitar informações repetitivas em site é coisa do passado?!

Comitê Gestor do Simples Nacional, ACORDA! Nós precisamos é de integração de dados, não podemos ficar lançando milhares de informações no seu site, senão nosso administrativo fica caro, burocracia digital é um dos itens que encarecem os nossos produtos. Como vamos competir com os chineses com sistemas tão ultrapassados?

Quarta-feira, dia 7 de março, o portal NF-e bloqueia campos importantes da NF-e, uma atitude que está prejudicando a própria apuração de impostos em todo Brasil. No dia-a-dia das empresas contábeis era muito comum importar os dados das notas fiscais de entradas e saídas do site do Ministério da Fazenda, principalmente as notas de entrada, apesar da inconveniência do código de imagem, mesmo assim era produtivo.

Portal da NF-e! Por favor, é tão simples, faz o seguinte: cria um sistema simples de download, onde o Contador informa o CNPJ e período desejado e o sistema baixa os xmls de entradas e saídas do período.

Precisamos de prazos bem escolhidos para podermos testar os sistemas, precisamos de mais integrações, sistemas bem elaborados e sem repetições de informações, enfim, precisamos de organização.

Não dá mais, a classe contábil e o contribuinte precisam ser respeitados, precisamos de uma comissão de tecnologias contábeis para nos defender destes abusos do Governo, desta desgovernança tecnológica.

E que fique claro, esta não é uma crítica ao atual Governo, pois sempre foi assim, mas está mais do que na hora de mudar!

* Elinton Oliveira Marçal é diretor de tecnologia e marketing da SCI Sistemas Contábeis

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Nova trapalhada - desta vez é na emissão da guia de arrecadação do Simples Nacional DAS

"É isso mesmo, vamos ter apenas 5 dias úteis para fazer o novo sistema de integração, isso se o governo criar um layout de integração, caso contrário, o preenchimento das guias serão uma a uma no braço" - conclui Marçal, indignado!

Por Elinton Marçal*

Começamos 2012 e nada mudou, novamente fomos surpreendidos com o amadorismo do departamento de tecnologia do Governo. Sem aviso prévio, de forma irresponsável, eles tiraram do ar o link da emissão de arrecadação do Simples Nacional, o DAS.

O pior é que isso foi feito sem que fosse lançado um novo aplicativo o que está gerando desconforto para os profissionais da classe contábil.

Será que na Receita Federal não tem um analista de negócios que conduza estas inovações com mais organização?

Receita Federal, que tal seguir as sugestões abaixo?

1. Disponibilize sempre integrações via layout, de preferência usando recurso modernos, evitando o congestionamento no site da receita federal;

2. Disponibilize as inovações com antecedência no mínimo de 3 meses, o ideal de é de 6 meses, para que os sistemas contábeis possam fazer as integrações em tempo hábil, inclusive com a possibilidade de, neste período, entregar pelos dois métodos;

Com apenas estas duas sugestões não haverá necessidade de prorrogar prazos e serão diminuídos custos para as empresas contribuintes.

Até quando vamos ficar a mercê da desgovernança tecnológica? Agora é rezar, pois não sabemos o que vem por aí, novamente vamos ter que conhecer um novo aplicativo em poucos dias, e se o governo liberar um layout, desenvolver a integração.

* Elinton Marçal é diretor de tecnologia e marketing da SCI Sistemas Contábeis


Confira a notícia deste dia 2 de fevereiro de 2012:

Pagamentos do Simples Nacional relativos ao período de apuração janeiro/2012 poderão ser feitos até 12/3

O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) aprovou as Resoluções nºs 96 e 97, encaminhadas para publicação no DOU.

A Resolução nº 96 estabelece que:
a) Os tributos do Simples Nacional relativos ao período de apuração janeiro/2012 poderão ser pagos até 12/3/2012. O aplicativo de cálculo, denominado PGDAS-D, estará disponível em 5/3/2012.

Esse prazo é válido também para o Microempreendedor Individual (MEI). Caso o MEI queira aproveitar o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) que porventura tenha emitido, relativo ao mês de janeiro/2012, poderá quitá-lo, desde que até o vencimento original (20/2/2012). Na hipótese de querer usufruir do novo prazo, deverá aguardar a atualização dos sistemas para emitir novamente a guia de pagamento.

b) A DASN-2012, relativa ao ano-calendário 2011, poderá ser entregue pela ME ou EPP até 16/4/2012. O aplicativo estará disponível em 1/3/2012.

O prazo de entrega da DASN-SIMEI relativa ao ano-calendário 2011 não foi alterado, devendo tal declaração ser entregue pelo MEI até 31/5/2011.

A Resolução nº 97 estabelece critérios para prorrogações de vencimento em municípios que tenham reconhecida a situação de calamidade pública em decreto estadual. Nesse caso, serão prorrogados, por 6 (seis) meses, os tributos relativos ao mês da ocorrência do evento e de dois meses subsequentes.

Para as situações de calamidade pública ocorridas antes de 16/4/2012, o prazo de entrega da DASN-2012 para as empresas sediadas nos municípios atingidos ficará prorrogado para 30/6/2012.

A Secretaria-Executiva do CGSN formalizará as prorrogações em casos de calamidade pública a partir da recepção dos decretos por parte dos Governos Estaduais.

Fonte: Assessoria de Comunicação - Ascom/RFB

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A desgovernança tecnológica

Por Elinton Marçal*

A tecnologia, a cada ano que passa, tem um crescimento espetacular tornando o mercado de sistemas cada vez mais especializado e profissional, colocando fim na era de sistemas genéricos.

É grande o número das empresas brasileiras que já possuem seus sistemas de gestão empresarial, assim como as empresas de contabilidade, pioneiras na microinformática, que desde o final dos anos 80 já são informatizadas.

O governo também tem a necessidade de se informatizar, mas tropeça na forma de usar a tecnologia e as regras de legislação. Ele faz o que bem entende, ou melhor, parece que não entende ou não está nem aí para as consequências de seus atos, e desta forma gera gastos incalculáveis às empresas e também ao consumidor final.

O governo comete com frequência os mesmos erros: altera regras sem planejamento, solicita informações retroativas não previstas, não analisa as consequências, e desta forma ele continua se comportando como se as empresas não fossem informatizadas e o que é pior, com desrespeito aos contribuintes.

Outra coisa que o governo insiste em fazer é mudar as regras de legislação durante o ano vigente, resultando descontentamentos, erros, prejuízos, e consequentemente o adiamento de prazos nas entregas.

Outro erro comum que o governo insiste em cometer é o de não usar o seu próprio banco de dados, fazendo com que os seus usuários tenham que redigitar os dados cadastrais e outras informações para cada programa novo criado.

A falta de layouts de integração, por incrível que pareça, é outro erro gravíssimo, a consequência é que o usuário fica obrigado a fazer lançamentos manuais, gerando perda de tempo e aumentando as chances de erros, sendo que as empresas já têm as informações em seus sistemas contábeis.

O governo parece que descobriu a informática agora e está metralhando o consumidor com pequenos sistemas web que não fazem sentido nenhum para o mercado corporativo. São sistemas fracos, sem integração, atrasados tecnologicamente, que não aguentam o número elevado de usuários, solicita informações repetidas e ainda muitas vezes com erros.

O governo não deve se preocupar com o desenvolvimento de sistemas para o usuário corporativo, ele tem é que fazer boas integrações e ter sistemas de auditoria de informações que deverão apontar as divergências, e assim evitarão erros e congestionamentos.

Acredito que o governo deveria convocar as entidades contábeis e criar uma comissão com pessoas que têm conhecimento em TI, contabilidade, tributação, RH e gestão; e assim será possível viabilizar soluções e criar projetos bem sucedidos. Atualmente o Homolognet, Sicalc, Dacon, DAS, DASN, DNF, novo ponto eletrônico, os Sped’s, entre dezenas de outros, são exemplos que deveriam ter sido mais analisados e que agora o que resta é que sejam repensados.

As atuais regras tributárias são desumanas, estamos vivendo uma burocracia digital por conta do governo achar que com tecnologia se resolve tudo; sendo que, sem analisar a viabilidade, o fluxo de informações e a realidade, estamos indo rumo a desgovernança tecnológica.

* Elinton Marçal é diretor de tecnologia e marketing da SCI Sistemas Contábeis.